sábado, 3 de abril de 2010

VERDADEIRAMENTE ELE RESSUSCITOU!



1 - JESUS TINHA PLENA CONSCIÊNCIA DE QUE DEVERIA MORRER E RESSUSCITAR

Jesus não foi "pego de surpresa" por uma morte abrupta e precoce. Ele sabia que era o "Cordeiro que foi morto desde a criação do mundo" (Ap 13.8). Sabia que seria "tirado" da terra (Mc 2.18-20; aqui, a expressão "tirado" é a mesma utilizada pela Septuaginta em Is 53.8, duas vezes, que a NVI interpreta como "levado" e "eliminado"). Sabia que passaria por um "batismo" que nada menos significava do que a própria morte (Mc 10.35-38; cf. Lc 12.50). Sabia que o propósito de sua vida era dá-la "em resgate por muitos" (Mc 10.45). Ao instituir a Ceia, "Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos discípulos, dizendo: 'Tomem, isto é o meu corpo'. Em seguida tomou o cálice, deu graças, ofereceu-o aos discípulos, e todos beberam. E lhes disse: 'Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. Eu lhes afirmo que não beberei outra vez do fruto da videira, até aquele dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus'" (Mc 14.22-25). Antes, ao subir para Jerusalém, Ele já havia deixado bem claro aos discípulos que "o Filho do Homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios, que zombarão dele, cuspirão nele, o açoitarão e o matarão. Três dias depois ele ressuscitará" (Mc 10.33,34; cf. Mt 16.21; Lc 9.22). Sua morte e ressurreição eram tema constante de seu ensino aos discípulos, nas últimas etapas de seu ministério (Mc 9.9, 31; 14.27,28; cf. Mt 26.31,32). E a quem quisesse ouvir, Ele declarava ousadamente: "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas" (Jo 10.11). "Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la" (Jo 10.18). Sabia claramente o motivo pelo qual haveria de padecer: "Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim" (Jo 12.32). E sabia que além da cruz haveria a glória da ressurreição: "E agora, Pai, glorifica-me junto a ti, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse" (Jo 17.5). Sua morte não foi acidental. Não foi um "plano B" divino, como querem alguns. Ele veio para morrer. E para ressuscitar. E Ele sabia disso desde o início.

2 - A RESSURREIÇÃO NO NOVO TESTAMENTO

Para ser um verdadeiro Apóstolo era necessário ser "testemunha da sua ressurreição" (At 1.22, o que denuncia a falsidade, o mau-caratismo e a ignorância de todos aqueles que arrogantemente se dizem "apóstolos" na atualidade). Os Apóstolos eram testemunhas oculares da ressurreição de Jesus e a anunciavam com ousadia. A ressurreição era o ponto central de sua pregação (At 10.39-43). No início de sua maior epístola o Apóstolo Paulo já menciona a ressurreição (Rm 1.4). No centro de sua teologia estava a morte e a ressurreição de Cristo (Rm 14.9; 1Co 2.2; 15.3,4). Uma das mais sublimes passagens cristológicas do Novo Testamento tem como pano de fundo a morte e a ressurreição de Jesus (Fp 2.5-11). Toda a argumentação do autor de Hebreus, no sentido de que Jesus é o nosso grande Sumo Sacerdote, é baseada no fato de sua morte e ressurreição, que possibilitaram sua exaltação ao "trono da graça" (Hb 4.14-16). Ao boquiaberto João, na ilha de Patmos, Jesus se apresenta como "Aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo..." (Ap 1.18).

3 - A RESSURREIÇÃO E NÓS

A grande passagem neotestamentária a respeito da ressurreição encontra-se em 1Co 15. Ali Paulo argumenta vigorosamente sobre a ressurreição de Cristo e a nossa. O evangelho de Paulo - as boas novas que ele anunciava - consistia na proclamação da morte e da ressurreição de Cristo (vv. 1-4). Ele não encarava a ressurreição simplesmente como "querigmática" (i.e., como um mito embutido na proclamação apostólica), como ensinam os teólogos liberais e seus imitadores tupiniquins (os ateus deveriam deixar a teologia para os crentes). Ao contrário, a ressurreição foi um evento real, histórico, inclusive com centenas de testemunhas oculares (vv. 5,6). Mesmo o incrédulo Tiago, meio-irmão de Jesus, somente havia crido depois de um encontro pessoal com o ressuscitado (v. 7). O próprio Paulo somente era Apóstolo porque havia tido um encontro real com Jesus após a ressurreição, na estrada para Damasco (v. 8; cf. At 9.1-19). Ele havia sido perseguidor da igreja (v. 9), mas após aquele encontro Paulo nunca mais foi o mesmo. Agora ele era um servo de Jesus Cristo (v. 10). A ressurreição é o centro do Cristianismo, sem a qual a fé cristã não tem valor nenhum. Não se trata de uma mera proclamação, ou mito, ou folclore. A ressurreição é real, trata-se de um evento histórico. Aconteceu mesmo. Sem ela, o Cristianismo não passaria de uma piada cruel (cf. vv. 12-19). E é justamente a ressurreição de Cristo que garante a ressurreição daqueles que pertencem a Ele (vv. 20-34). Não somente seremos ressuscitados, mas ganharemos corpos glorificados, semelhantes ao d'Ele (vv. 35-49). A ressurreição de Cristo é a nossa garantia de vitória sobre o último inimigo, a morte (vv. 50-57). É nossa garantia de vida eterna! É nossa garantia de que tudo o que fizermos neste mundo, se for para a glória de Deus, não será inútil ou em vão. Podemos dedicar tudo o que somos e tudo o que temos a Ele - não temos nada a perder, temos somente a ganhar (v. 58; cf. Mc 10.29,30; Rm 12.1,2; 1Co 10.31; 2Co 5.14,15).
Verdadeiramente Ele ressuscitou!


Todas as citações bíblicas foram extraídas da Nova Versão Internacional (NVI), publicada no Brasil pela Sociedade Bíblica Internacional e pela Editora Vida.

Artigo baseado em LADD, George. Creo en la resurrección de Jesús. Miami: Editorial Caribe, 1977.

2 comentários:

Ednaldo disse...

Paz Fábio,

"Porque procuram entre os mortos aquele que está vivo?"

Infelizmente existem muitos "cristãos" para os quais Cristo parece estar no túmulo, mas pregamos a Cristo e este ressucitado!

Obrigado pela visita, e foi bom conhecer seu blog.

Em Cristo,

Ednaldo.

Fábio Vaz disse...

Obrigado, Ednaldo, continuemos firmes a proclamar o verdadeiro evangelho. Graça e paz!